sábado, 27 de novembro de 2010

Quente e Ácido...

A que ponto nós chegamos...
Não nos falamos mais, nos vemos mais nem nos sabemos mais.
Você para mim não é nada e eu sou um pouco menos que isso pra você.
Não sentimos mais a necessidade da bajulança e da doçura, somos apenas dados.
Insuportaveis dados preenchendo espaço no seu e no meu HD.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

...e tinha uma Petruso no meu caminho


Dados os acontecidos me refaço a pergunta:

Qual o pior sentimento que se pode ter por outro ser vivo?

Me toco que deles o pior é a pena.

Ter pena de algo ou alguém é desconsolador.

Sentimos pelo que não podemos fazer.

...pro bem e pro mal...

Temos pena, por exemplo, de um parente que está em estado terminal num leito de hospital;

De um cachorro abandonado que nos olha na rua e a coragem não nos deixa levar;

Mas sentir pena de alguém saudável, pleno e ciente das suas ações(?), com capacidade física, financeira – doce néctar do capitalismo – e teoricamente moral pra saber discernir entre certo e errado. Isso é conflitante

Todos nós temos um vespeiro interior. Não adianta negar, por mais cálido, santo, puro gentil e honesto que você seja sempre vai haver algo que desperte a ira. Faz parte da natureza humana e negá-lo seria desnatural.

A tal garota mexeu com o nosso. Não só o nosso – de milhões de pessoas que estão na Região Nordeste – mas com o do país. Ela cutucou com uma vara bem curtinha a ferida sa(n)grada do país. O presidente veio dali, a maior força de trabalho que construiu e movimenta boa parte do país vem dali, a origem genética, cultural, religiosa e política de muita gente que sequer pisou nas areias macias das praias ou no barro seco da caatinga veio dali.

Será que ela não pensou que mandando afogar a população de mais da metade do território nacional – já que no “sul”, a Região Norte também é Nordeste – poderia assim ordenar o assassinato de alguém próximo que talvez até mesmo ela goste?

Pois é... sentir pena é a única coisa que nos resta a um caso perdido.

Já que nada mais poderíamos fazer.