
Essa é Susan Boyle, uma mulher inglesa, que nunca foi beijada, que dedicou a vida inteira à mãe doente... Sim, mas isso a mídia diz todo dia.
O que eu acho é o seguinte:

Essa mulher é bem mais do que um rostinho feio, sobrancelhas grossas e, brincadeiras à parte, "comum".
Essa mulher conseguiu em minutos o que Angelinas, Madonnas, Britneys, Amys, Marias, Dilmas ou quaisquer mulheres modernas, poderosas e esteticamente (dentro de que padrões???) perfeitas ou aceitáveis jamais em sua vida toda conseguiram ser... Ela foi única.
Acreditou, lutou e mesmo com um mundo, ou um continente, pelo menos um país contra ela no meio daquela multidão de jovens e seus timbres agudos e músicas da moda, ela simplesmente calou os mais incrédulos e arrancou lágrimas dos mais inexpressivos.
Essa mulher conseguiu transportar o que o mundo quer ser: não rico, ou bem sucedido, ou com os peitões da moda, mas ser autêntico.
Ser toda essência em toda simplicidade, ser nós mesmos.
E o pior (pior, se considerar-mos que o fato de agirmos dentro de nossas vontades nos dias de hoje pode significar muitas coisa e nem sempre coisas boas) ela nos mostrou e nos fez crer, sem nenhuma propaganda, sem nenhuma apelação, que isso é possível.
Podemos ser aceitos - e admirados! - pelo que somos :
[DE VERDADE!]
Escrever sobre ela, mais um blog no meio de tantos, chega a ser um prazer.
A mídia tratando-a assim mostra que por mais que as guerras, pragas virais, mortes estúpidas, a política sempre tão suja (a honesta NUNCA aparece), ainda há esperança, ainda podemos ligar nossos computadores e televisões e ver que uma mulher que nunca foi nada, nunca teve nada, pôde, apenas com a força de ser que ela realmente é chegar aos corações de tantos. Mesmo cantando uma peça francesa em pleno Reino Unido.
Falar sobre a voz dela é desnecessário, até porque não sou crítico ou especialista, mas tenho um coração...
Portanto, posso dizer com clareza, sem medo de parecer tolo ou falso poeta que:
Se a vida, o cotidiano, em toda sua leveza pudesse ter uma trilha sonora, de certo a voz de Susan Boyle embalaria o nascer e o pôr-do-sol.
