quarta-feira, 2 de julho de 2008

O episódio da indignação

Ser o que se é às vezes custa caro.
E eu passei por isso essa semana, da forma mais chata possível. Pensei em fazer um escarcéu ou em destruir o mundo e até mesmo mover uma ação contra a criatura, mas isso não valeria a pena. Pelo menos nesse caso não. Mostrei ao meu "agressor" o texto que, depois de ter uma crise de enxaqueca com direito a febre e tudo, fiz para homenageá-lo em sua ignorância.
E sabe da melhor?
Isso serviu mais do que qualquer ação judicial que possa existir.




O texto:

Hoje eu queria que a lei da reciprocidade valesse
Queria que essa merda de mundo bebesse do seu próprio vômito
Que ele comesse as cascas de suas próprias feridas
Feitas para esconder o que não queriam
Queria que ele, o mundo, engolisse cada gota de sangue derramado, assim podre de tantos anos passados.
Adoraria vê-lo sucumbir em seu esterco, afundar lentamente na bosta de onde saí.
Queria que hoje, a minha febre fosse dele, a minha dor fosse a dele, que a minha mãe fosse a dele.
Queria que ele provasse o quão difícil é engolir um sapo
[vivo, esperneando e de verrugas purulentas.
Ver que cara ele faria se o chamassem de lixo.
Se o jogassem no lixo.
Ah! Como eu gargalharia ao vê-lo arder em suas próprias fogueiras, sufocar em suas câmaras de gás ou chorar por seus membros decepados.
E não estou à mínima com a tal piedade, o “Somos irmãos” ou coisa que o valha...
... Nós não valemos para ele.
N-A-D-A!!!
Somos sua escória, seu asco, seu nojo...
Somos a sujeira debaixo do tapete.
Somos um tumor que sangra.
Somos [ O ] vírus em suas veias.

Nós, a minoria, somos a consciência que GRITA!!

De início



















A minha proposta aqui é mostrar, além do que exposto, no Recanto das Letras (página pessoal http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=29763 ), é discutir assuntos que a meu ver tenham algum interesse ou nenhum! Falar besteira, derramar as lamúrias, dividir minhas alegrias e espantar minhas tristeza. Talvez seja uma espaço para a poesia, ou o lirismo, mas de antemão aviso: não tenho o menor jeito para essas coisas. Meu estilo é mais jogado, é nada e tudo ao mesmo tempo, não segue as regras e tampouco as desobedece. É uma forma minha, e só minha, de falar. Com meus neologismos, minhas taras e minhas nóias. Que só entende quem sente. Ou quem for atrás pra saber.