Sim, caríssimos, eu sob a forma de pretendente.
Confesso saber que é absolutamente ridículo uma pessoa se ver como pretendente, mas no meu caso, não – sou o maior crítico de mim mesmo, sei de cada defeito meu e se não os mudo faço por dois motivos: 1º porque esses defeitos fazem parte marcante da minha personalidade e 2º porque eu não quero mesmo! – e com isso estou aqui para informar a quem quer que seja as minhas atribuições quanto namorado.
Antes de tudo: sim, eu já namorei e já disse “as palavras mágicas”, além de por favor e obrigado. E superei esses relacionamentos.
Segundo: eu sou uma pessoa boa, num aspecto geral. Limpinho e educado em todas as situações. Tento e geralmente consigo manter a calma sob qualquer pressão.
Terceiro: beijo bem (isso por pesquisa quantitativa, 95% de aprovação)
Quarto: sou fiel como um cão a quem me agrada. Faço de um tudo pelo que quero e por quem gosto.
Quinto: sei ser romântico além das possibilidades e dos filmes americanos. Quem estiver comigo não espere rosas e bombons (até pode ser), mas acima de tudo espere declarações focadas na realidade, nas mais banais atitudes ou nos mais simples momentos.
Sexto: sou observador, não sei se por psicose (no bom sentido: facas comigo só na cozinha) ou sentimento de sobrevivência eu gosto de observar as pessoas e com isso eu mesmo descobrir o seu melhor e pior, respeitá-las e admirar alguém por isso.
Sétimo: cozinho bem, embora prefira sair e comer um pastel na rua.
Oitavo: faço um número tolerável de ligações ao dia. No máximo a de bom dia, pra saber como foi o almoço e pela noite – caso não nos encontremos pelo decorrer de todo o período – pra saber como foi o dia e desejar boa noite .
Nono: penso diuturnamente em quem me cativa, mesmo que não demonstre e disque sem chamar o número duzentas vezes no dia.
Décimo: assim como as ligações, tenho um ciúme muito meu. É claro que sinto-o e que não hesitarei em externar isso, porém me controlo, pois ciúmes excessivos levam à o fim de uma relação.
Onzemo: eu elogio.
Dozemo: eu critico
Trezemo: gosto de brincar com as situações, defeitos, neuras, manias, gasturas, frescuras e toda horda de anarquia complexológica que meu objeto de desejo possa ter. É uma forma estranha, confesso, de demonstrar carinho e paro de imediato de fazê-lo caso não agrade o interlocutor.
Catôrzemo: Sinto com sinceridade.
Quizêmo: sei esperar
Décimo sexto: sinto de verdade cada palavra do que descrevi acima.
PS: A quem interessar tem meu número, e-mail e convívio.
PS(2) : Sobre sexo não se fala, FAZ-SE.
