terça-feira, 23 de junho de 2009

Informações ao consumidor: o eu pretendente




Sim, caríssimos, eu sob a forma de pretendente.
Confesso saber que é absolutamente ridículo uma pessoa se ver como pretendente, mas no meu caso, não – sou o maior crítico de mim mesmo, sei de cada defeito meu e se não os mudo faço por dois motivos: 1º porque esses defeitos fazem parte marcante da minha personalidade e 2º porque eu não quero mesmo! – e com isso estou aqui para informar a quem quer que seja as minhas atribuições quanto namorado.

Antes de tudo: sim, eu já namorei e já disse “as palavras mágicas”, além de por favor e obrigado. E superei esses relacionamentos.

Segundo: eu sou uma pessoa boa, num aspecto geral. Limpinho e educado em todas as situações. Tento e geralmente consigo manter a calma sob qualquer pressão.

Terceiro: beijo bem (isso por pesquisa quantitativa, 95% de aprovação)

Quarto: sou fiel como um cão a quem me agrada. Faço de um tudo pelo que quero e por quem gosto.

Quinto: sei ser romântico além das possibilidades e dos filmes americanos. Quem estiver comigo não espere rosas e bombons (até pode ser), mas acima de tudo espere declarações focadas na realidade, nas mais banais atitudes ou nos mais simples momentos.

Sexto: sou observador, não sei se por psicose (no bom sentido: facas comigo só na cozinha) ou sentimento de sobrevivência eu gosto de observar as pessoas e com isso eu mesmo descobrir o seu melhor e pior, respeitá-las e admirar alguém por isso.

Sétimo: cozinho bem, embora prefira sair e comer um pastel na rua.

Oitavo: faço um número tolerável de ligações ao dia. No máximo a de bom dia, pra saber como foi o almoço e pela noite – caso não nos encontremos pelo decorrer de todo o período – pra saber como foi o dia e desejar boa noite .

Nono: penso diuturnamente em quem me cativa, mesmo que não demonstre e disque sem chamar o número duzentas vezes no dia.

Décimo: assim como as ligações, tenho um ciúme muito meu. É claro que sinto-o e que não hesitarei em externar isso, porém me controlo, pois ciúmes excessivos levam à o fim de uma relação.

Onzemo: eu elogio.

Dozemo: eu critico

Trezemo: gosto de brincar com as situações, defeitos, neuras, manias, gasturas, frescuras e toda horda de anarquia complexológica que meu objeto de desejo possa ter. É uma forma estranha, confesso, de demonstrar carinho e paro de imediato de fazê-lo caso não agrade o interlocutor.

Catôrzemo: Sinto com sinceridade.

Quizêmo: sei esperar

Décimo sexto: sinto de verdade cada palavra do que descrevi acima.


PS: A quem interessar tem meu número, e-mail e convívio.

PS(2) : Sobre sexo não se fala, FAZ-SE.

O bichinho de pé

Todos tem um bichinho de pé.
No pé do ouvido.
Ou no pé da língua.
No próprio pé.
Afinal, não quero desapropriar o coitado... Nem criar desavenças no MSP (Movimento dos Sem Pé).
Mas esse bichinho incomoda, sempre.
Onde quer que more ou passeie, ele sempre vai ter de incomodar.
No ouvido de duas formas: seja na expectativa de que algo crucial seja dito ou na insistência daquela vozinha de anjo ou demônio falando pra dar o próximo passo.
(ou recuar)
Na língua é pra falar.
Dizer que se pensa, gritar o que se sente, o que se quer fazer ou simplesmente convidar.
E no pé, é pra coçar mesmo.
Por que o que seria da vida – como diriam os poetas populares do grão sertão nordestino - sem uma rede, um amor e um bichinho de pé?