domingo, 24 de janeiro de 2010

Da insustentável vergonha de ser...



Morar em Brasília deve ser doloroso.
Digo, para a alma.
Pois é, ver todo dia um monte de gente, num monte de jornal falando mal da cidade que você escolheu pra viver, ou escolheram pra você nascer deve causar um sério problema espiritual.

Tenho parentes lá, não tenho amigos - nem virtuais -, mas hoje me peguei nesse pensamento de como doloroso deve ser ver todo dia aquele c
irco de patifaria se desenhando e rodando na cara do povo, gente que foi posta lá pela opinião pública dizendo-se 'lixar' pra ela e quando se resolve fazer um protesto, porque não dizer uma brincadeira, já que com nossas fuças eles traquinam toda hora, vem lá outros de nossos por assim dizer defensores e colocam ordem no recinto: à ferro e fogo.
Sei não, talvez por não ser nem capitalista nem socialista tampouco anarquista de jeito, prefiro não formar uma opinião sobre isso e nem me colocar como um defensor da verdade e da lei, pois se sabe que em nosso país a política não é feita por partidos e sim por pessoas (interesses pessoais).


Será que lá eles fabricam réplicas em bronze dos prédios, como fazem na Itália?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dos tempos de amor sem fim...

Esse foi feito há muito, para alguém muito especial que ocupa - e sempre ocupará - um lugar especial dentro do meu ser.



[assim mesmo - cru - tal qual como no dia que foi escrito]


"mesmo assim.

com os pulsos cortados de saudade

a boca mordida

os olhos salgados de chorar

eu te amo

mesmo assim

com o peito rasgado

com o grito calado

dessa dor sem fim

eu te amo

mesmo na espera angustiante

e eterna

sem luz

ou céu

eu te amo

e mesmo assim

por mais que nem a atenção dos deuses me seja dada:

insistirei

a seguir

nesse vil e doce sentimento"

[para Conceição Parente: musa inspiradora, amiga, AMOR da minha vida e irmã de espírito]

Aos atrasos ...

Eu tenho braços grandes:

Pra poder abraçar a todos, com o máximo de amor possível e no máximo de corações palpáveis.

Tenho pernas grandes (e duas):

Pra gerar colo a quem quiser ter a cabeça afagada e os ouvidos soprados, nem que seja com uma música batida que fale de algo bom.

Tenho ouvidos, e bons, mesmo com minha quase surdez ...
Pra sempre ouvir teus gemidos, sussurros e gargalhadas.
Pra deixar tuas palavras descansarem quando não aguentá-las mais à boca.



Tenho todo tempo do mundo e paciência e afeto...

Àqueles que me tem com fé.







Jacqueline Luciano... olhos de luz que guiam como um farol.